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Livro do STM analisa acordos penais em casos de corrupção passiva

Uma servidora do Superior Tribunal Militar (STM) lançou um livro que discute os limites dos acordos penais em crimes de corrupção passiva. A obra, intitulada Acordo de Não Persecução Penal no Crime de Corrupção Passiva, foi apresentada na última quinta-feira (24) durante a 12ª edição do projeto “Encontro com o Autor” no próprio Tribunal.

O lançamento reuniu ministros, juízes da Justiça Militar da União, servidores, autoridades e familiares da autora Lilian Scavuzzi, que é analista judiciária e desenvolveu a pesquisa durante seu mestrado no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), com apoio do programa de bolsas do STM.

O livro aborda o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), mecanismo que possibilita a resolução consensual de investigações criminais sem a abertura de ação penal, quando previsto em lei. No entanto, sua aplicação em casos de corrupção passiva exige atenção especial para equilibrar a negociação com a proteção da Administração Pública e a proporcionalidade da resposta ao delito.

Lilian destaca que a avaliação dos acordos deve ir além dos requisitos formais da legislação, considerando a gravidade do crime, suas consequências e os bens jurídicos afetados, especialmente no que diz respeito à reparação dos danos causados ao setor público.

O estudo também discute os limites jurídicos e éticos desses acordos, além dos critérios previstos no artigo 59 do Código Penal para estabelecer condições proporcionais e justas.

Durante o lançamento, o ministro Celso Luiz Nazareth, no gabinete do qual Lilian atua como assessora jurídica, ressaltou a importância do tema e o empenho da servidora na pesquisa e formação acadêmica.

O interesse da autora pelo tema da justiça penal consensual remonta a mais de 20 anos, com experiências anteriores na Bahia e estudos aprofundados em pós-graduação e na Universidade Pompeu Fabra, na Espanha, focando em corrupção e financiamento ilícito de partidos.

O orientador da dissertação, professor doutor Alexandre Wunderlich, enfatizou a relevância de transformar uma pesquisa acadêmica em uma publicação que contribua para o debate jurídico e a prática profissional.

Fonte: www.stm.jus.br

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