Home / Destaques / Ministro do STM determina uso de tornozeleira eletrônica para militar da FAB acusado de ameaças em Boa Vista

Ministro do STM determina uso de tornozeleira eletrônica para militar da FAB acusado de ameaças em Boa Vista

O ministro Péricles Aurélio Lima de Queiroz, do Superior Tribunal Militar (STM), ordenou a instalação de tornozeleira eletrônica em um cabo da Aeronáutica acusado de ameaçar uma oficial da Base Aérea de Boa Vista (RR). A medida visa garantir a segurança da chefe da Assessoria Jurídica da unidade, que recebeu ameaças do militar.

A decisão também autorizou buscas nos sistemas oficiais para localizar armas particulares e registros de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) vinculados ao cabo, com bloqueio e recolhimento do armamento caso sejam encontrados.

O caso teve início após um desentendimento relacionado à situação funcional do militar, que foi reformado após condenação por violência doméstica. Insatisfeito, ele enviou mensagens de áudio com ameaças explícitas envolvendo armas de fogo e ataques pessoais à oficial, alegando perseguição por ela ser mulher.

Inicialmente, o juiz da Justiça Militar aplicou medidas protetivas como afastamento mínimo de 200 metros e proibição de contato, mas negou o uso da tornozeleira eletrônica e buscas por armas particulares. O Ministério Público Militar recorreu ao STM para ampliar as medidas.

Ao analisar o recurso, o ministro considerou insuficiente apenas a distância física, destacando a experiência do militar com armamentos e seu histórico criminal, que inclui condenação por lesão corporal e múltiplos procedimentos disciplinares.

Com base na nova Lei Maria da Penha e entendimento do Supremo Tribunal Federal, que ampliam a proteção contra violência de gênero no ambiente profissional, o ministro determinou a monitoração eletrônica com raio de exclusão de 200 metros em torno da oficial e locais que frequenta.

Além disso, a oficial receberá um dispositivo de alerta georreferenciado para avisá-la em caso de aproximação do militar. A instalação da tornozeleira e habilitação do sistema de alerta devem ocorrer em até 24 horas após a notificação.

Também foi ordenada a consulta aos bancos de dados do Sistema Nacional de Armas (SINARM), da Polícia Federal, e do Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA) para identificar armas particulares do militar, com bloqueio dos registros e recolhimento do armamento em até 48 horas.

O ministro ressaltou que a consulta é necessária para verificar a existência de armas e que não é razoável exigir comprovação prévia para autorizar a busca.

Fonte: www.stm.jus.br

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *