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STM reconhece juiz Celso Celidônio por quase 50 anos de serviço na Justiça Militar da União

O Superior Tribunal Militar (STM) realizou uma homenagem ao juiz federal Celso Celidônio, que se aposentou em julho após mais de 49 anos dedicados à Justiça Militar da União (JMU). A cerimônia aconteceu durante a sessão solene de abertura do segundo semestre judiciário, no dia 3 de julho.

Celso Celidônio iniciou sua carreira como advogado de ofício da JMU entre 1976 e 1982. Após ser aprovado em concurso público, tomou posse como juiz federal em 1982, começando sua atuação na Auditoria de Santa Maria (RS). Após breve passagem pela Auditoria Militar de Campo Grande (MS), retornou a Santa Maria, onde permaneceu por mais de quatro décadas, consolidando sua trajetória na magistratura.

A presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, destacou que a homenagem vai além da aposentadoria, reconhecendo uma carreira que se confunde com a história da Justiça Militar da União. Ela ressaltou o papel de Celso Celidônio como juiz, professor, escritor e gestor, além da capacidade de formar profissionais e inspirar servidores com sua serenidade e dedicação.

Entre as iniciativas pioneiras do magistrado, a ministra citou a criação do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário Militar em 2014, na 3ª Auditoria da 3ª Circunscrição Judiciária Militar, e a implementação das audiências de custódia antes mesmo da Resolução nº 213/2015 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Essas ações refletem seu compromisso com a modernização da Justiça Militar e a proteção dos direitos fundamentais.

Em seu discurso, Celso Celidônio lembrou sua formação no Colégio São Bento e na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde foi presidente do Centro Acadêmico. Destacou também as amizades construídas ao longo da carreira, especialmente em Santa Maria, cidade onde constituiu sua família.

O magistrado agradeceu aos pais, que definiu como os pilares morais de sua vida, e à esposa, Eni Celidônio, companheira de toda sua trajetória profissional. A ministra Maria Elizabeth encerrou a homenagem ressaltando que, embora a carreira funcional do juiz tenha chegado ao fim, seu legado permanecerá vivo na Justiça Militar da União por meio do exemplo e dos valores transmitidos.

Fonte: www.stm.jus.br

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