A Orquestra Popular Camponesa (OPC), projeto social que promove a iniciação musical em áreas de Reforma Agrária no Paraná, marcou presença pela segunda vez no Festival Internacional de Música de Londrina (FIML).
Dez integrantes do projeto, incluindo gestores, educadores, monitores e alunos das cidades de Londrina, Cascavel e Porecatu, participaram do evento. No domingo (19), três jovens vindos de assentamentos e acampamentos rurais se apresentaram na Orquestra Social do Festival, realizada no Teatro Ouro Verde, ao lado de participantes de outras iniciativas sociais de todo o Brasil.
O concerto de encerramento do FIML destacou a integração de estudantes de diferentes origens em uma experiência orquestral coletiva. Entre os integrantes da delegação, três são membros de comunidades vinculadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
De acordo com o coordenador Igor de Nadai, a participação dos jovens no festival oferece uma oportunidade importante para o aprimoramento musical e a socialização, além de ampliar o acesso à educação artística de qualidade no meio rural.
O projeto atende cerca de 250 crianças e adolescentes em quatro núcleos no Paraná, oferecendo aulas gratuitas de música, canto coral e instrumentos variados.
Durante o festival, sete integrantes da equipe participaram de um curso de Ensino Coletivo de Música de Orquestra, ministrado pela violinista Carla Rincón, reconhecida por seu trabalho em metodologias de ensino coletivo.
A participação no FIML reforça o compromisso da Orquestra Popular Camponesa com a formação musical e a inclusão social, além de fortalecer parcerias e redes de cooperação para o desenvolvimento do projeto.
O Festival Internacional de Música de Londrina, realizado anualmente desde 1979, é uma referência nacional em formação musical, promovendo cursos, oficinas e concertos para estudantes e profissionais do Brasil e do exterior.
Fonte: portallondrina.com.br













