Londrina notificou 30 casos de esporotricose em gatos nos primeiros sete meses de 2026, mais que o dobro do total registrado em 2025, conforme dados da Vigilância Ambiental. A subnotificação pode indicar números ainda maiores.
A esporotricose é uma infecção causada por fungos que acomete principalmente os felinos, mas pode ser transmitida para humanos. Os gatos apresentam feridas no focinho e dificuldade respiratória como sintomas principais.
A Secretaria Municipal de Saúde intensificou as ações de controle da doença e orienta os tutores a evitarem contato direto com as lesões dos animais, além de prevenir mordidas e arranhões durante brincadeiras. O diagnóstico precoce é essencial para interromper a transmissão e garantir o tratamento adequado.
Recentemente, o Hospital Veterinário Municipal recebeu um gato abandonado com sintomas da doença, que foi isolado e testado positivo para esporotricose. O gerente de Vigilância Ambiental, Nino Ribas, alerta para que animais suspeitos não sejam abandonados ou tratados sem acompanhamento especializado.
O município oferece atendimento gratuito no Hospital Veterinário Municipal, localizado na Rua Prefeito Faria Lima, 844, e realiza visitas domiciliares para avaliação e coleta de amostras. O serviço atende animais de famílias cadastradas no Cadastro Único, além de animais de rua e comunitários.
Em caso de suspeita, a Vigilância Ambiental deve ser acionada pelo telefone (43) 3372-9407. Mesmo quando o tratamento ocorre em clínicas particulares, a notificação é obrigatória para monitoramento e controle da doença.
Para humanos que tiveram contato com animais infectados, a recomendação é lavar a área afetada com água e sabão. Caso surjam sinais como vermelhidão intensa, inchaço ou feridas persistentes, é importante procurar atendimento médico, especialmente pessoas imunodeprimidas.
A notificação rápida permite que a Vigilância Ambiental realize ações de bloqueio e evite novos casos na cidade.
Fonte: portallondrina.com.br












