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Assembleia do Paraná debate inclusão e saúde para jovens e adultos com autismo

A Assembleia Legislativa do Paraná realizou, no dia 4 de setembro, uma audiência pública intitulada “Autismo na adolescência e na vida adulta: desafios e caminhos”. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Bazana (PSD), teve como objetivo discutir propostas para a inclusão social, educacional e de saúde de jovens e adultos com transtorno do espectro autista (TEA).

Bazana destacou a importância de ampliar o debate para além do diagnóstico precoce, focando também na qualidade de vida dos autistas em fases posteriores da vida. A 1ª vice-presidente da Assembleia, deputada Flavia Francischini (PL), que é mãe de um jovem autista, ressaltou a necessidade de preparar políticas públicas que garantam acesso, emprego e oportunidades para essa população.

O ex-secretário de Desenvolvimento Social e Família do Paraná, Rogério Carboni, enfatizou a urgência de políticas públicas eficazes e o reconhecimento das dificuldades enfrentadas por famílias, especialmente mães solo. Ele alertou para a visão equivocada que romantiza o autismo, ressaltando que muitos casos demandam cuidados intensos e específicos.

Rogério Leite, coordenador de Garantias de Direitos das Pessoas com Deficiência da Sedef, destacou o esforço conjunto entre o Governo do Estado e a Assembleia na formulação de políticas públicas que assegurem direitos às pessoas com deficiência, incluindo a criação da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) e a inclusão da deficiência na nova Carteira de Identidade Nacional.

Na área da educação, Maíra de Oliveira, chefe do Departamento de Educação Inclusiva da Secretaria de Estado da Educação, informou que atualmente há 53 mil estudantes autistas matriculados na rede regular, sendo 30% deles adultos, além de 17 mil em escolas especializadas, como as Apaes.

Durante o debate, foram abordadas dificuldades enfrentadas por escolas especializadas, como a falta de encaminhamentos adequados, necessidade de apoio contínuo para autistas adultos e a importância de novos convênios e espaços terapêuticos. O coordenador do Núcleo da Pessoa com Deficiência da Defensoria Pública do Paraná, Luiz Gustavo Fagundes Purgato, informou que o programa da Defensoria já realizou 1.500 atendimentos, metade deles para pessoas com TEA, garantindo seus direitos.

O psiquiatra Edvino Krul Junior ressaltou a importância de discutir os comportamentos desafiadores no TEA, que afetam a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias. Ele alertou para a falta de continuidade no cuidado e o surgimento de comorbidades psiquiátricas em adultos autistas, destacando a necessidade de políticas públicas que ofereçam assistência contínua e adequada.

Estatísticas apresentadas indicam que 31% dos cuidadores de pessoas com autismo enfrentam transtornos emocionais devido às dificuldades financeiras e desafios diários. Mães de autistas adultos compartilharam suas experiências, reforçando a importância da continuidade do atendimento educacional e terapêutico para garantir qualidade de vida.

Fonte: www.assembleia.pr.leg.br

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