A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Londrina divulgou nesta quinta-feira (20) o relatório epidemiológico atualizado sobre a dengue na cidade. Desde o início de janeiro, foram registradas 10.898 notificações, com 1.328 casos confirmados, 8.772 descartados e 798 em análise.
Em 2026, Londrina contabilizou dois óbitos causados pela dengue, número que representa uma redução de 78% em comparação com os nove óbitos registrados no mesmo período de 2025. Quanto aos casos confirmados, houve uma queda de 71%, passando de 4.586 em 2025 para 1.328 neste ano.
O gerente de Vigilância Ambiental da SMS, Nino Ribas, atribui essa redução significativa a um trabalho integrado, planejado e contínuo que envolve diversas áreas da saúde e a participação da comunidade. Segundo ele, o sucesso é resultado de um Plano de Contingência estruturado, monitoramento constante e intervenções rápidas e coordenadas nos territórios.
Ribas ressalta a importância dos agentes de combate às endemias, que atuam diretamente nos bairros visitando imóveis, eliminando criadouros do mosquito Aedes aegypti e orientando os moradores. Ele destaca que a colaboração da população, permitindo o acesso dos agentes e seguindo as orientações, é fundamental para o controle da doença.
Apesar da redução nos números, a SMS alerta que a vigilância deve ser mantida para evitar uma nova alta nos casos. O mosquito transmissor continua presente e qualquer descuido pode favorecer a proliferação da dengue. Por isso, as ações preventivas seguem em andamento, com agentes nas ruas e serviços de saúde integrados.
Nos próximos dias, as equipes da Coordenação de Endemias continuarão as atividades de rotina. No sábado (22), está prevista a borrifação residual intradomiciliar em escolas municipais e Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com aplicação de inseticida de efeito residual para reduzir a presença do mosquito nesses locais, seguindo protocolos técnicos e de segurança.
O relatório também aponta dados sobre a chikungunya, com 11 notificações até o momento, todas descartadas em Londrina.
Fonte: blog.londrina.pr.gov.br













