No município de Parauapebas, localizado no sudeste do Pará, mulheres têm se destacado como empreendedoras na área de bioeconomia, promovendo não apenas a geração de renda, mas também a valorização cultural e a preservação ambiental. A produção de mel, cerâmica e biojoias, feitas com sementes, são exemplos de como essas iniciativas têm transformado vidas e contribuído para a comunidade local.
Associação Filhas do Mel da Amazônia
A Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA), com aproximadamente dez anos de existência, é uma das iniciativas que exemplificam esse movimento. A associação trabalha com mel proveniente de apicultura e meliponicultura, resgatando abelhas sem ferrão de zonas de supressão. Essa prática não apenas ajuda na preservação das espécies, mas também proporciona uma alternativa de renda para as mulheres envolvidas.
Educação e Empoderamento
Ana Alice de Queiroz, fundadora da AFMA, relatou que, após a criação da associação, muitas mulheres da comunidade voltaram a estudar, buscando novas habilidades e conhecimento. A mudança de mentalidade proporcionou um novo horizonte, permitindo que essas mulheres saíssem da rotina doméstica e se tornassem protagonistas em seus negócios.
Crescimento do Empreendedorismo Feminino
Os dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram um crescimento significativo no número de negócios liderados por mulheres no Brasil. Somente em 2025, 40% dos pequenos negócios abertos foram iniciados por mulheres, refletindo um aumento na busca por autonomia financeira e formalização de empreendimentos.
Desafios e Oportunidades
Apesar do crescimento, as mulheres ainda enfrentam desafios significativos no cenário empreendedor. No estado do Pará, por exemplo, apenas 37,6% das pequenas empresas criadas em 2025 eram lideradas por mulheres. No entanto, com o apoio de instituições e empresas, como a mineradora Vale, iniciativas voltadas para a bioeconomia têm sido uma oportunidade de empoderamento e desenvolvimento econômico.












