O descarte inadequado de materiais cortantes e perfurantes, como agulhas, seringas, canetas emagrecedoras e cacos de vidro, tem se destacado como um dos principais desafios no serviço de coleta domiciliar em Londrina. Nos primeiros cinco meses de 2026, a CMTU registrou 16 acidentes envolvendo coletores com esses resíduos, mais que o dobro do total registrado em 2025, que foi de sete casos.
Um dos coletores afetados, Abner de Moura, relatou ter sofrido uma lesão na mão ao recolher um saco contendo uma caneta emagrecedora descartada de forma irregular. Ele destacou a preocupação com as consequências do acidente, tanto para sua saúde quanto para sua família. Outro coletor, César Rodrigues, também compartilhou as dificuldades enfrentadas durante o tratamento após uma lesão semelhante, mencionando os efeitos colaterais dos medicamentos utilizados.
Viviane Conti, coordenadora de Resíduos Orgânicos e Rejeitos da CMTU, alertou para o aumento dos acidentes com canetas de aplicação de medicamentos emagrecedores. Ela ressaltou a importância da conscientização da população para evitar esses incidentes, que resultam em afastamento dos coletores e impactam o funcionamento das equipes.
Para o descarte correto, agulhas, seringas, ampolas e canetas devem ser entregues em estabelecimentos de saúde, independentemente da origem. Em Londrina, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estão preparadas para receber esses materiais, que devem ser acondicionados em frascos rígidos, como garrafas PET ou embalagens de produtos de limpeza, devidamente fechados.
Londrina é a segunda cidade do país a aderir ao Programa Descarte Seguro, que conta com a coleta e destinação adequada desses resíduos por empresa especializada, sem custos para o município. As UBSs Guanabara, Armindo Guazzi, Centro e Alvorada participam do programa, oferecendo displays para coleta e materiais informativos, além de distribuir potes coletores aos pacientes.
Sobre a coleta domiciliar, a CMTU informou que, no primeiro semestre de 2026, foram coletadas 71,5 mil toneladas de resíduos, um aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A expectativa é encerrar o ano com crescimento de pelo menos 2,5% em comparação a 2025, quando o total coletado foi de 137.685 toneladas.
Ricardo Aparecido Ferreira, diretor de Operações da CMTU, destacou que o serviço de coleta tem avançado de forma consistente, mesmo diante de casos isolados de não coleta que são solucionados rapidamente. A coleta domiciliar foi o serviço público mais bem avaliado pelos londrinenses em 2025, conforme pesquisa do Fórum Desenvolve Londrina.
Fonte: blog.londrina.pr.gov.br












