Empresas desempenham um papel essencial no enfrentamento à violência contra meninas e mulheres, atuando em três frentes principais: prevenção, intervenção e acolhimento. Essa avaliação foi realizada pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, em um evento no Rio de Janeiro.
Transformação Cultural e Ação Proativa
De acordo com Rosa, o setor produtivo deve provocar mudanças culturais necessárias para combater as causas do elevado número de feminicídios no Brasil. A violência de gênero não deve ser tratada apenas com endurecimento da legislação penal, mas sim por meio de ações preventivas que estabeleçam um ambiente de trabalho livre de violência.
Expectativas em Relação às Empresas
O secretário-executivo destacou que das empresas se espera a implementação de práticas de prevenção, intervenção e suporte às vítimas. Ele enfatizou a importância de que as empresas também exijam essas práticas de sua cadeia de fornecedores, ampliando assim o alcance de suas ações.
Omissão Institucional e Consequências
Rosa classificou a falta de ação das empresas no enfrentamento da violência de gênero como uma 'omissão institucional', considerando-a uma falha ética. Ele condenou práticas que dificultam denúncias e que expõem as vítimas, ressaltando que a criação de canais seguros de denúncia é fundamental para combater essa realidade.
Protagonismo Feminino nas Políticas Internas
O secretário propôs que as mulheres sejam protagonistas na construção de políticas internas, ressaltando que a mudança cultural deve vir acompanhada de ações concretas no dia a dia das empresas. O compromisso do ministério da Indústria com o tema foi reafirmado, destacando a importância da atuação conjunta entre governo, empresas e sociedade civil.
Exemplos de Iniciativas Empresariais
Durante o evento, a empresária Luiza Trajano, fundadora da Magazine Luiza, apresentou o Canal Mulher, uma iniciativa destinada a apoiar funcionárias vítimas de violência doméstica. Criado após o feminicídio de uma funcionária em 2017, o canal oferece suporte psicológico e jurídico, além de um aplicativo com um botão de denúncia.
Compromisso com a Conscientização
A presidenta do Pacto de Promoção da Equidade Racial, Wania Sant’Anna, ressaltou a importância das empresas na conscientização da sociedade sobre a inaceitabilidade da violência contra a mulher. Ela afirmou que os números refletem uma cultura historicamente violenta que deve ser combatida por meio de ações efetivas.












