Neste sábado, 18 de novembro de 2023, um ato realizado na Praça Roosevelt, em São Paulo, reuniu professores, pais de alunos, sindicatos e parlamentares contra a utilização da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Patrícia Galvão como cenário para o filme 'Pedagogia do Abandono', produzido pela Brasil Paralelo. A obra, que ainda não foi lançada, é criticada por supostamente difamar a educação pública e o educador Paulo Freire, patrono da Educação Brasileira.
A Manifestações e Questionamentos
Durante a manifestação, a diretora da Emei, Sandra Regina Bouças, destacou a presença de Paulo Freire nas escolas e nas mentes dos educadores. Em uma carta divulgada em suas redes sociais, ela expressou preocupação com o uso das imagens internas da escola, ressaltando que as gravações foram autorizadas pela Prefeitura de São Paulo apenas um dia antes da filmagem. Sandra questionou se a produção do filme visa promover a terceirização da educação infantil como uma solução.
Críticas à Produção e ao Papel da Prefeitura
A professora Denise Carreira, da Faculdade de Educação da USP, afirmou que a produção do filme busca enfraquecer políticas públicas de natureza social e racial, além da agenda de gênero. Eduarda Lins, mãe de uma aluna da Emei, também criticou a decisão da prefeitura em permitir que uma produtora com um histórico questionável utilizasse um espaço público para filmagens.
Posição da Spcine
Em resposta às críticas, a Spcine, órgão responsável pela autorização das gravações, informou que o processo de liberação seguiu os padrões estabelecidos, com a análise técnica da SP Film Commission. A agência ressaltou que a checagem de aspectos legais, como uso de imagem e a participação de menores, é de responsabilidade dos produtores do filme.
Busca por Respostas da Brasil Paralelo
A Agência Brasil tentou contato com a produtora Brasil Paralelo, mas até o momento não obteve resposta sobre as acusações e críticas relacionadas ao filme 'Pedagogia do Abandono'.











