Diante das recentes ameaças de Donald Trump de "tomar Cuba", o governo cubano está monitorando a movimentação militar dos Estados Unidos na região. O embaixador cubano José R. Cabañas Rodríguez enfatizou que a possibilidade de uma invasão é uma situação para a qual Cuba se preparou ao longo da história.
Preparativos Cubanos para uma Possível Invasão
O diretor do Centro de Investigações de Política Internacional (Cipi), José Cabañas, afirmou que a análise do movimento das forças militares dos EUA é constante. Segundo ele, "a guerra hoje pode ser liberada à distância", o que aumenta a preocupação em Havana. Cabañas lembrou que a ameaça de ação militar sempre ressurge em momentos de fragilidade econômica da ilha.
Histórico de Tensão Militar
Cabañas destacou que a história de Cuba está marcada por tentativas de invasão, como a da Praia Girón em 1961, apoiada pelos EUA. Ele mencionou que a possibilidade de uma invasão parece iminente em várias ocasiões, como durante a invasão de Granada em 1983 e no Panamá em 1989, quando houve mobilização militar nas proximidades de Cuba.
Impacto do Bloqueio Econômico
Atualmente, Cuba enfrenta sérios desafios devido ao bloqueio econômico imposto pelos EUA, que resultou em escassez de petróleo e apagões frequentes. Cabañas apontou que a recente chegada de um petroleiro russo trouxe um alívio temporário, mas as negociações com Washington são essenciais para garantir um fornecimento estável de energia.
Denúncia na ONU
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciou na ONU o bloqueio energético como uma punição coletiva, causando sérios impactos na saúde e na qualidade de vida da população. Ele destacou que milhares de cubanos, incluindo crianças, estão aguardando cirurgias devido aos cortes de energia.
Negociações com os EUA
Apesar das tensões, Cabañas ressaltou que Cuba está disposta a negociar com os EUA, mas sempre a partir de uma posição de igualdade e respeito. Ele enfatizou que o país não fará concessões que violem sua soberania em busca de melhores relações.












