O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, anunciou na última quinta-feira (9) a disponibilização de R$ 53 milhões para a construção de um sistema de abastecimento de água na maior reserva indígena urbana do Brasil, localizada em Dourados, Mato Grosso do Sul.
Situação das comunidades indígenas
A reserva, que abrange as aldeias Bororó e Jaguapiru, abriga cerca de 20 mil indígenas dos povos Guarani Nhandeva, Guarani Kaiowá e Terena, que enfrentam a escassez de água há mais de cinco anos. A situação se tornou ainda mais crítica em meio a um surto recente de chikungunya na região.
Compromissos do ministério
Eloy Terena destacou que, desde sua posse, o ministério tem acompanhado a situação da reserva. Como primeiro ato, ele assinou uma ordem de serviço para que as obras possam iniciar. Além disso, o ministro se comprometeu a criar um canal de governança representativa, que permitirá o acompanhamento dos recursos destinados às comunidades.
Andamento das obras
O último documento necessário para iniciar as obras foi assinado em 3 de novembro, e os recursos já foram disponibilizados ao estado de Mato Grosso do Sul. A empresa de saneamento estadual, Sanesul, será responsável pela execução da obra, que envolve a construção de dois super poços e um sistema de distribuição.
Previsão de conclusão
A Sanesul informou que o projeto está em aprovação pela Caixa Econômica Federal, com previsão de início das atividades ainda neste semestre. As obras devem ser concluídas em até dois anos, visando resolver o problema estrutural de abastecimento de água nas aldeias.
Alternativas temporárias
Atualmente, as comunidades estão recebendo água de forma provisória por meio de pequenos poços emergenciais, instalados em parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). A expectativa é que os novos super poços garantam um abastecimento adequado e duradouro para a população indígena local.









