Um novo sensor de baixo custo para medir a poluição do ar, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) em colaboração com a Universidade Federal do Pará (UFPA), será lançado nesta segunda-feira (6) durante o Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília.
Objetivo do Lançamento
Conforme explica o pesquisador do Ipam, Filipe Viegas Arruda, o equipamento tem como objetivo expandir a medição da qualidade do ar e facilitar o monitoramento previsto pela Política Nacional de Qualidade do Ar, estabelecida pela Lei 14.850/2024.
Distribuição dos Sensores
O primeiro lote, composto por 60 sensores de tecnologia nacional, será distribuído a partir da rede Conexão Povos da Floresta, que inclui o Ipam, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e o Conselho Nacional de Saúde (CNS).
Integração de Dados
A partir de setembro, está prevista a criação da RedeAr, que irá monitorar poluição, umidade e temperatura em comunidades tradicionais e áreas públicas da Amazônia Legal. Os dados gerados serão integrados com índices de doenças respiratórias, coletados pela Secretaria Nacional de Saúde Indígena (Sesai) e pelo Telesaúde.
Desafios e Inovações
Atualmente, o principal equipamento utilizado para medir a qualidade do ar no Brasil é importado, o que eleva os custos e dificulta a assistência técnica em áreas remotas. O novo sensor nacional foi projetado para enfrentar desafios específicos da Região Amazônica, incluindo um sistema de proteção interna para evitar danos causados por insetos e poeira.
Expectativas Futuras
Com a integração dos novos sensores aos já existentes, espera-se que a RedeAr alcance 200 unidades até o final do ano. Além disso, o projeto visa promover programas de educação ambiental e fortalecer políticas de prevenção e combate a queimadas.
Exposição do Equipamento
O novo sensor estará em exibição na tenda da Coiab durante a programação do Abril Indígena no Acampamento Terra Livre, que se estende até o dia 11 de abril no Eixo Cultural Ibero-Americano, em Brasília.













