Home / Destaques / Pesquisa revela baixo acesso a diagnósticos e terapias para autistas no Brasil

Pesquisa revela baixo acesso a diagnósticos e terapias para autistas no Brasil

O estudo Mapa Autismo Brasil (MAB), lançado pelo Instituto Autismos, apresenta um panorama preocupante sobre o acesso ao diagnóstico e a terapias para pessoas autistas no Brasil. A pesquisa, divulgada no dia 9 de outubro de 2023, coletou informações de 23.632 entrevistas realizadas entre março e julho de 2025, que incluíram respostas de autistas e cuidadores em todos os estados.

Dados e Acesso aos Serviços

Os dados obtidos revelam que apenas 20,4% dos participantes afirmaram ter recebido um diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, apenas 15,5% dos entrevistados relataram realizar terapias pela rede pública. A maioria, mais de 60%, recorre a planos de saúde ou a pagamentos particulares para acessar esses serviços.

Análise do Perfil Sociodemográfico

O Mapa Autismo Brasil também forneceu um perfil detalhado do autista brasileiro, mostrando que 60,8% são brancos e 65,3% são homens. A pesquisa indicou que 72,1% dos autistas estão na faixa etária de até 17 anos. Em termos de renda, 28,6% dos entrevistados têm renda familiar de até R$ 2.862. A maioria dos autistas (53,7%) apresenta nível 1 de suporte, enquanto 12,6% necessitam de suporte máximo.

Desafios Enfrentados pelos Cuidadores

A pesquisa também destacou os desafios enfrentados pelos cuidadores, sendo que 96% dos responsáveis eram pais, e a maioria destes eram mães. A elevada proporção de cuidadores fora do mercado de trabalho sugere um impacto significativo nas suas trajetórias profissionais. Aproximadamente 76,6% dos entrevistados utilizam algum tipo de benefício, sendo que muitos se concentram em identificação e acesso a serviços.

Conclusões e Implicações

O Instituto Autismos conclui que as informações coletadas pelo Mapa Autismo Brasil indicam a necessidade de melhorias nas políticas públicas voltadas ao atendimento de pessoas autistas. A pesquisa fornece dados cruciais que podem auxiliar na formulação de estratégias para garantir acesso adequado a diagnósticos e terapias, fundamental para o desenvolvimento e bem-estar dos autistas e de seus cuidadores.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *