A Operação Caminhos do Cobre, voltada para o combate ao furto e à receptação de cabos de cobre e metais, resultou na prisão de aproximadamente 270 pessoas e na apreensão de mais de 300 toneladas de materiais no Rio de Janeiro. Desde 2024, a operação já contabilizou mais de 580 fiscalizações em ferros-velhos, como parte de um esforço contínuo da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF).
Investigações e resultados da operação
As prisões ocorreram principalmente entre os responsáveis pelos ferros-velhos fiscalizados, após a identificação de materiais sem procedência ou vinculados a atividades criminosas. Além das detenções, as ações também resultaram na solicitação do bloqueio de cerca de R$ 240 milhões em bens e valores, incluindo R$ 75 milhões em multas para os proprietários dos estabelecimentos.
Impacto nas organizações criminosas
De acordo com Thiago Neves, titular da DRF, o objetivo é desmantelar toda a cadeia envolvida no crime, desde os autores dos furtos até os receptadores e empresas que lucram com o material ilegal. Ele comentou que sufocar financeiramente essas estruturas é essencial para enfraquecer grupos criminosos que financiam outras atividades ilícitas.
Consequências para a população
O combate ao furto de cabos é fundamental para evitar problemas como quedas de energia, falhas na internet e interrupções nos serviços de telefonia, que afetam diretamente a população. Além disso, investigações revelaram que ferros-velhos clandestinos têm sido usados como fachada para atividades ilegais e para financiar facções ligadas ao tráfico de drogas.













