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Peru realiza eleições presidenciais com 35 candidatos e incerteza no resultado

No último domingo, 12, o Peru promoveu sua eleição geral, um evento que se insere em um contexto de crise política contínua. O país busca escolher seu décimo presidente em apenas dez anos, em meio a uma série de renúncias e impeachments.

Expectativas e Candidatos

Os 27 milhões de eleitores peruanos não apenas escolheram o presidente e o vice, mas também 130 deputados e 60 senadores para os próximos cinco anos. Esta eleição marca a reabertura do Senado peruano, após 33 anos de inatividade, mesmo com a população tendo rejeitado essa medida em plebiscito em 2018.

Candidatos em Destaque

Com 35 candidatos na disputa, o resultado é considerado imprevisível. Keiko Fujimori lidera as pesquisas com cerca de 15% das intenções de voto, sendo a candidata mais provável a chegar ao segundo turno, que ocorrerá em 7 de junho. Apesar de sua popularidade, a alta rejeição ao seu nome limita seu potencial de votos.

Além de Fujimori, outros candidatos se destacam, como Rafael López Aliaga, ex-prefeito de Lima, conhecido por seu discurso ultraconservador, e Carlos Álvarez, um humorista com uma abordagem política inusitada. No espectro da esquerda, a fragmentação é evidente, com candidatos como Roberto Sánchez e Vladimir Cerrón disputando um espaço em um cenário competitivo.

Análise do Cenário Político

Gustavo Menon, professor da Universidade de São Paulo, observa que estas eleições têm implicações significativas nas dinâmicas comerciais entre os EUA e a China na América Latina. Ele destaca a importância da eleição para as correntes políticas da direita, que buscam conter a influência chinesa na região.

A relação comercial do Peru com a China, especialmente através do porto de Chancay, tem crescido, conectando o país andino às rotas comerciais da Ásia e do Pacífico. Menon também menciona a sinalização de Fujimori em favor de uma aproximação maior com os EUA, em um contexto onde Trump busca reafirmar a influência americana na América Latina.

Desafios Futuros

A fragmentação política atual pode dificultar a governabilidade do próximo presidente, conforme avalia Menon. A última eleição, em 2021, resultou na ascensão de Pedro Castillo, que foi afastado e preso, deixando o país em uma situação delicada. A expectativa é que os resultados da eleição de domingo sejam divulgados à meia-noite, mas a incerteza quanto ao futuro político do Peru permanece.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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