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COP15: Reconhecimento dos Saberes Ancestrais por Povos Tradicionais

Na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada em Campo Grande, o presidente João Paulo Capobianco recebeu um ofício de representantes de 28 povos e comunidades tradicionais do Brasil. O documento solicita o reconhecimento formal dos saberes ancestrais que protegem habitats e rotas migratórias, além de fundamentar cientificamente as decisões dos países.

Solicitações dos Povos Tradicionais

Durante o encontro, foi proposto que o reconhecimento dos saberes tradicionais conste em um item do texto da Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS). Além disso, o grupo pediu a criação de um espaço para participação na estrutura do secretariado responsável pela governança do tratado internacional.

Apoio Nacional e Internacional

Capobianco considerou o pedido uma demanda pertinente, que será formalizada ao longo dos próximos três anos, período em que o Brasil liderará as discussões. O Brasil já se antecipou ao preparar uma declaração presidencial que destaca o papel fundamental dos povos indígenas, proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Intervenção dos Representantes Tradicionais

Na quarta-feira, um discurso proferido por Edinalda Nascimento, representante do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, ecoou na plenária da COP15. Ela enfatizou a importância dos conhecimentos tradicionais para a conservação das espécies migratórias e a sustentabilidade dos modos de vida das comunidades.

Contribuição Governamental

Cláudia de Pinho, diretora da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, destacou que a participação dos representantes foi resultado de um esforço conjunto entre vários ministérios para garantir que esses povos pudessem compreender e participar dos processos de negociação.

Importância da COP15 para os Saberes Ancestrais

A COP15 tem sido um espaço importante para evidenciar a relevância dos saberes tradicionais, conforme indicado por Capobianco. Estudos relacionados, como o relatório sobre Peixes Migratórios de Água Doce, foram elaborados em colaboração com cientistas e representantes de comunidades tradicionais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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