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Países do Atlântico Sul promovem zona livre de conflitos e armas nucleares

Na última quinta-feira (9), os países do Atlântico Sul reuniram-se para a IX Reunião Ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), realizada no Rio de Janeiro sob a presidência do Brasil. Durante o encontro, foi divulgada uma declaração com compromissos voltados para a paz, segurança e desenvolvimento sustentável na região.

Compromissos de Paz e Segurança

O documento enfatiza a intenção dos países de manter o Atlântico Sul como uma zona livre de guerras, rivalidades entre potências e armas nucleares. Em um contexto de crescente tensão no Oriente Médio, a declaração se posiciona contra o uso de armas de destruição em massa e pede a retomada das negociações sobre as Ilhas Malvinas entre Argentina e Reino Unido.

Luta Contra o Racismo e Promoção da Igualdade

Outro ponto relevante da declaração aborda o histórico do tráfico de pessoas escravizadas, destacando a necessidade de combater o racismo e promover a igualdade racial. A Argentina, embora tenha manifestado apoio à luta contra o racismo, dissociou-se de certos documentos da ONU, o que gerou controvérsias durante a reunião.

Iniciativas Ambientais

A declaração da Zopacas também contempla questões ambientais, elogiando a realização da COP30 em Belém e o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). Além disso, foi celebrada a entrada em vigor do Tratado do Alto Mar, que visa proteger a biodiversidade marinha além das jurisdições nacionais.

Convenção para a Proteção do Meio Ambiente Marinho

Durante a reunião, o Brasil lançou a Convenção para a Proteção do Meio Ambiente Marinho no Atlântico Sul, que já conta com a adesão de outros quatro países. A convenção aborda temas como a exploração de recursos naturais, medidas para prevenir danos ao ambiente marinho e a educação ambiental.

Estratégias de Cooperação

Por fim, a Zopacas apresentou um documento com estratégias de cooperação que visam organizar e priorizar ações entre os países participantes. Embora não tenha caráter vinculante, as estratégias incentivam a busca por financiamento para apoiar a implementação de iniciativas nas áreas de governança oceânica, defesa e segurança marítimas, e desenvolvimento sustentável.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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