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Nova lei reconhece estágio como experiência profissional e pode beneficiar estudantes em concursos

O Senado Federal aprovou recentemente o projeto de lei 2.762/2019, que modifica a Lei do Estágio para que o período de estágio realizado por estudantes seja oficialmente reconhecido como experiência profissional. Após a aprovação pelo Congresso, o projeto aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma das mudanças previstas na nova legislação é a possibilidade de o tempo de estágio ser considerado em concursos públicos, podendo ser incluído como critério de seleção. Essa regulamentação ainda será definida para estabelecer em quais situações a experiência do estágio será válida para os certames.

Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), estima-se que entre 4,5 mil e 5 mil estudantes de graduação estejam atualmente em estágio, tanto obrigatório quanto não obrigatório, distribuídos em cerca de 2 mil instituições conveniadas.

De acordo com a professora Lilian Kemmer Chimentão, diretora de Apoio à Ação Pedagógica da Pró-Reitoria de Graduação da UEL, essa alteração pode facilitar a comprovação da experiência profissional para os recém-formados que buscam o primeiro emprego. Ela ressalta que o reconhecimento do estágio tende a valorizar essa etapa da formação acadêmica e pode incentivar os estudantes a se dedicarem mais durante o período de estágio.

A diretora também destaca que essa valorização pode contribuir para a redução da evasão nos cursos de graduação, uma vez que os alunos podem se sentir mais motivados ao saber que o estágio terá impacto positivo em sua trajetória profissional.

Desde a aprovação do projeto, a Divisão Central de Estágios e Intercâmbios da UEL tem registrado aumento nas solicitações de certificados de estágio por ex-alunos que atuam em cargos públicos, como juízes e promotores, para comprovar experiência em processos de progressão ou promoção na carreira.

Por outro lado, estudantes apontam que a ausência de remuneração nos estágios obrigatórios ainda representa um desafio. Gabriella Maia, aluna do quarto ano de Jornalismo da UEL, comenta que muitos estudantes, especialmente aqueles de baixa renda ou com responsabilidades familiares, encontram dificuldades para conciliar o estágio não remunerado com outras atividades.

Ela acredita que a nova lei será especialmente benéfica para quem busca aprovação em concursos públicos, pois o reconhecimento do estágio como experiência profissional poderá abrir novas oportunidades ou facilitar o ingresso no mercado de trabalho.

Fonte: operobal.uel.br

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